quinta-feira, 30 de junho de 2011

Not so naked bike ride

A 1ª World Naked Bike Ride de Lisboa aconteceu no passado dia 26 de Junho, organizada e promovida pelo Pedro dos Santos com o apoio da Federação Portuguesa de Naturismo, o Clube Naturista do Centro, a Federação Portugesa de Cicloturismo e Utilizadores de Bicicleta e a Bicicultura.org.
A compilação do festim mediático que se fez à volta disto, na imprensa escrita e multimédia nacional e internacional, pode ser encontrado no blogue oficial do evento: worldnakedbikeridelisboa.blogspot.com.

De facto foi fenomenal e, ainda que se soubesse que não haveria nudez integral, uma vez que fora proibida pela PSP nas vésperas, mirones, fotógrafos e câmeras de filmar foi o que lá não faltou. Quase tantos como os participantes em bicicleta (e em patins), que se oficializou terem sido cerca de 200 e que na sua maioria iam muito vestidos, alguns até sem ter trocado de roupa do evento Cycle Chic da véspera.
A ideia, objectivo da manifestação, foi contestar o domínio dos combustíveis fósseis e o actual sistema de transporte rodoviário, bem como alertar para a fragilidade do ciclista em oposição ao automobilista e pressionar as autoridades na criação de melhores condições de segurança para quem diariamente se faz deslocar de bicicleta na cidade de Lisboa.

Apesar das advertências para que nos bezuntássemos bem com cremes de protecção solar, a verdade é que o dia se manteve nublado até à tarde e o passeio -- desde a rotunda do Marquês de Pombal (Parque Eduardo VII) até à Torre de Belém, via Av. Liberdade, Baixa, Av. 24 Julho -- fez-se rápidamente sem grande insolação e presenteado com uma agradável brisa vinda do rio Tejo durante o troço marginal.

Sempre acompanhados pelas motas dos batedores e as carrinhas de intervenção da PSP -- não fossem estes activistas perigosos resolver ficar nus contra a lei e atirar cocktail molotov às forças policiais -- a bicicletada passou por alguns dos locais mais turísticos da cidade onde as pessoas se agruparam nas ruas para nos ver passar, provavelmente muito mais alertados pela presença da polícia do que pelos corpos despidos. Se alguém de fora percebeu que cortejo era aquele, será para sempre um mistério.

Não obstante, quase todas as redações importantes foram às agências noticiosas buscar o conteúdo sobre o evento e enviaram o seu fotógrafo para fotografar as pessoas que conseguiram e puderam ir mais nuas. A manifestação de ciclistas em fato de banho teve ainda presença nos noticiários das 13h e das 20h dos três canais nacionais abertos. Chegou mesmo a ser publicado no site da CNN um vídeo (cortesia da RTP) do género "Euronews no comments" e um outro vídeo divulgado com enfâse no Brasil pela agência internacional Efe. Tudo isso é possível encontrar na referida compilação disponível no blogue oficial.
Por isso pode concluir-se que a 1ª WNBR lisboeta foi um sucesso.

Os redactores aqui do I Bike Lisbon também participaram do evento, de calções e bikini, e apresentam de seguida a galeria fotográfica da praxe. :-)


































Clicar nas fotografias para aumentar.


segunda-feira, 27 de junho de 2011

Massa Crítica de Junho

Imagens da Bicicletada/Massa Critica de Lisboa na última sexta-feira de Junho (24-06-2011).

Partida da rotunda do Marquês de Pombal, como habitual, e percurso até Telheiras, onde decorreu um mini arraial com sardinhada promovida pela ART (Associação de Residentes de Telheiras).
Contagens mais ou menos oficiais dão conta de que participaram 107 bicicletas ou outras cenas a pedal.










_











Mapa do percurso, com início no Marquês de Pombal (de baixo para cima).


Mais fotografias no álbum do Facebook - visualização pública.


Fotografias: Maria do Costume e Gonçalo Santos.
Mapa: Paulo Andringa, divulgado na "mailling list" da Massa Critica.




quinta-feira, 28 de abril de 2011

II «Pedala todos os dias. Festeja uma vez por mês.» *

* É o lema da Massa Crítica e serve bem de título ao espécie-de-foto-post que agora elaboro.

Amanhã é dia de Massa Crítica e, a partir mais ou menos das 19hs, Lisboa encher-se-á de bicicletas desde o Marquês de Pombal, sabe-se lá até onde!

Tirando as últimas sextas-feiras do mês, andar de bicicleta em Lisboa ainda é uma actividade muito solitária. Enquanto de carro somos bem capazes de apanhar fila logo desde a porta da garagem e todo o percurso, sabe-se lá até onde!, indo de bicicleta o mais provável é seguir-se sempre só... mas nunca triste ou amargurado.

Segue-se mais uma "catrefada" de fotografias disparadas na cidade, atingindo, assim sem pedir licença, todo o tipo de bicicletas e, por vezes, os seus "pedaladores".













Fotografias: MMM e GRS -- Clicar para aumentar --



quinta-feira, 14 de abril de 2011

Bike Buddy pela MUBi em Lisboa



Imagine que quer começar a andar de bicicleta em Lisboa e não sabe como.

Há utilizadores experientes de bicicleta em contexto urbano, que estão dispostos a ajudá-la(o).

É isso mesmo que são os Bike Buddies, uma iniciativa da MUBi - Associação pela Mobilidade Urbana em Bicicleta.


Há um espírito natural de entre-ajuda e solidariedade entre os ciclistas em geral e entre os utilizadores urbanos em particular. É muito provável que outro ciclista se ofereça para ajudar alguém que, por algum motivo, se encontre apeado na estrada a tentar resolver algum problema na sua bicicleta. Essa entre-ajuda não aparece só nos problemas mecânicos, é igualmente natural que, sendo oportuno, os ciclistas na cidade se agrupem para, juntos, enfrentar o trânsito rodoviário. Não é difícil encontrar em qualquer utilizador diário da bicicleta como transporte urbano, uma vontade "inata" de partilhar os conhecimentos adquiridos na experiência, sabendo que essa é, de resto, uma forma de rever e estruturar a sua própria condução e de aumentar o número de bicicletas a rolar nas ruas.

Assim, a atitude, agora oficializada no projecto de mentorado Bike Buddy, aparece naturalmente entre os utilizadores de bicicletas, acrescendo ser possível a um novo utilizador requerer, desde o dia 1 de Abril, esse aconselhamento e acompanhamento nas suas primeiras deslocações em contexto urbano, de forma estruturada e comprometida.

Os "buddies" são sócios da MUBi que acompanham, de forma voluntária e gratuita, novos utilizadores nas suas primeiras experiências de bicicleta pela cidade, partilhando a sua experiência, aconselhando novos utilizadores de bicicletas quanto a rotas, equipamento, segurança, legislação, atalhos e truques que permitam facilitar a deslocação de bicicleta pela cidade.

Imagem: Bike Buddy @ MUBi

quinta-feira, 17 de março de 2011

re-food


Hoje encontrei esta bicicleta para carga numa rua de Lisboa e, quando parei para fotografá-la, o dono interpelou-me e acabámos por conversar sobre o porquê da coisa.

Tratava-se de um voluntário (por ventura o mentor) do projecto re-food - redireccionando refeições a quem tem fome, que teve início no dia 9 de Março e que consiste na recolha de sobras de comida em restaurantes, padarias, supermercados, pastelarias, etc., na freguesia de Nossa Senhora de Fátima -- O programa Piloto está a ser implementado na Freguesia de Nossa Senhora de Fátima, no coração de Lisboa, nos primeiros meses de 2011 – e vai, em breve, para as outras freguesias vizinhas.

Este projecto pretende unir esforços com o movimento Acaba com o Desperdíçio Alimentar de António Costa Pereira, de que se tem falado nos meios noticiosos. Contudo António Costa Pereira, confirmou-me que «O projecto re-food é completamente independente com o projecto para “ACABAR COM O DESPERDÍCIO ALIMENTAR”...»

O que me chamou a atenção neste projecto "re-food" foi o facto de a recolha dos alimentos ser feita em bicicleta e, por isso, procurarem voluntários que possam dispender do seu tempo e da sua bicicleta (com alguma capacidade de carga) para essa tarefa.

quarta-feira, 16 de março de 2011

De bicicleta para o emprego? Qual emprego? (parte 4) [3]

Será que a campanha de Censos 2011 fará também o retrato de quem vai habitualmente de bicicleta para o local de trabalho ou de estudo?
Sim, consta. Seja esse retrato focado ou desfocado, lá está a opção "Bicicleta" nas respostas ao questionário individual.



Mas, no que diz respeito ao emprego, parece que a lente da máquina fotográfica dos Censos está muito desfocada à partida, já que pretende, descarada e porcamente, ocultar detrás de um filtro rosado a verdadeira expressão dos chamados "falsos recibos verdes".



Quanto a mim, deparei-me com dúvidas nas respostas logo desde a entrega dos questionários à porta da habitação. Na verdade não sabia ao certo o que responder à aparentemente simples questão "Quantas pessoas residem nesta casa?". Naquele momento eramos 4, mas agora somos 3 como grande parte do tempo, mas muitas vezes é só 1, mais raramente são 2 e semestralmente podem ser 5.

Entretanto fui consultar a página de esclarecimentos dos Censos 2011, e encontrei lá uma questão que podia ter sido eu a fazer.

«46. Não tenho um local de trabalho fixo. O que devo responder na pergunta sobre as deslocações para o local de trabalho ?

As pessoas sem local de trabalho fixo ou habitual e que no inicio do período não reportam a um local de trabalho fixo, devem considerar o local onde se situa a entidade para quem trabalham. Se trabalha por conta própria sem ter local de trabalho habitual responda relativamente à última deslocação efectuada.
»

Sendo[1] assim, vou responder "Bicicleta"[2]!
_____
[1] sendo o que eu quiser responder, em verdade.
[2] para não responder "a pé", em rigor, nem "comboio", da maior distância, até porque estou chateada com a CP.
[3] parte 3 aqui.

Imagens: dos questionários dos Censos 2011.

segunda-feira, 7 de março de 2011

Um dia vais achar que tens de trocar de bicicleta...

Daquele anúncio da Sumol que diz “um dia vais achar que tens de trocar de carro de 4 em 4 anos”, não sei se é essa a média dos automobilistas, mas vejo os ciclistas (não atletas) a trocar de bicicleta de 4 em 4 meses, ou porque a desgastam todos os dias, ou simplesmente porque podem e querem conduzir um modelo diferente, por ventura mais recente.

Quanto a mim, que aprendi a andar de bicicleta há 9 meses, pode dizer-se que já vou no 4º modelo mas... todas foram bicicletas de roda 20"!
À primeira - uma Esmaltina BMX antiga - com a qual me disponibilizei a aprender, seguiram-se 3 modelos de bicicletas dobráveis.

Acontece que começo a sentir necessidade de saltar para um quadro "normal" e uma roda maior, que já experimentei até à 28" de estrada, mas que ainda não utilizei com regularidade em transito.

Imagem: Sumol